Sagrado

 A vida segue
O sol cega
O calor seca
O choro brega

Segue a vida
Sara a ferida
Brilha o sol
Não estou só

Ando pra frente
Sigo e mais adiante
Encontro o horizonte
À espera que eu o pinte

Assim degradê
Entre o azul do céu
E o coral do sol
Que brilha em você 

Entre pincéis e tintas
Você invadiu meu ateliê
Onde te deixo sentar
Desde que não mintas

Meu íntimo é lugar sagrado
Pode não ser do teu agrado
De antemão peço desculpa
Não é minha culpa

Esse é meu jeito de ser
Colorido e intenso
Com flores por florescer
E cheiro de incenso

Meu coração não tem porta
Entra e sai quem quer
A liberdade de ficar é que importa
Não há grade qualquer

As janelas que eu abri
Pra colocar cortina
E deixar o sol invadir
Com o calor que fascina

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